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HIDROGÊNIO & ENERGIA Centro Nacional de Referência em Boletim Eletrônico Ano 2, No.008 Agosto/2003 |
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Aqui está a oitava edição do boletim Hidrogênio & Energia do CENEH. Nesta edição você vai conferir o que Aconteceu no II Salão de Inovação Tecnológica em São Paulo, onde foi apresentado o protótipo de um reformador de etanol desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da UNICAMP. Na seção Artigos você verá um trabalho que analisa os possíveis impactos do hidrogênio sobre o meio ambiente. Veja também uma breve discussão sobre o uso de gaseificadores de biomassa integrados a células a combustível. Em Novidades acompanhe o anúncio da Eletropaulo que vai investir R$ 1,7 milhão num projeto de demonstração de uma célula a combustível e do veículo projetado por engenheiros britânicos que promete rodar mais de 4.000 km com apenas 1 litro de hidrogênio.
Se você desejar contribuir com nosso boletim,
envie
suas sugestões de matéria entrando em contato pelo
e-mail
ceneh @ ifi .unicamp .br ou visite
o
website
do CENEH no endereço
www.ifi.unicamp.br/ceneh Boa leitura e até a próxima! |
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Eletropaulo anuncia investimento de R$ 1,7 milhão em células a combustível Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo (04/08/2003), a Eletropaulo, em conjunto com a Electrocell e a FAPESP, investirá R$ 1,7 milhão em um projeto de demonstração de um sistema de células a combustível que fornecerá energia elétrica para um hospital ou para uma central telefônica. O sistema de células será desenvolvido pela Electrocell e sua potência não foi anunciada. Para acessar o artigo original, clique aqui.
Protótipo de veículo britânico promete bater recorde de economia de combustível Engenheiros britânicos que participam da Eco-Marathon Challenge desenvolveram um veículo a célula a combustível que pode bater o recorde de economia de combustível da competição.
O recorde de economia de combustível atual pertence a um veículo com motor de combustão interna a gasolina que participou do mesmo evento em 2001. Sua marca foi de 4.350 km/l, o equivalente a dar uma volta ao longo da linha do equador com pouco menos de 10 litros de gasolina. |
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O impacto ambiental do hidrogênio Pesquisadores do California Institute of Technology (Caltech) e do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA publicaram na Science de junho de 2003 um artigo no qual afirmam que o hidrogênio pode ter impactos ambientais negativos sobre a atmosfera. O artigo intitulado "Potential Environmental Impact of a Hydrogen Economy on the Stratosphere" (Science, v.300, n.5626, pp.1740-1742) mostra os resultados de análises climáticas utilizando um modelo próprio desenvolvido pelo Caltech e JPL. Os pesquisadores assumiram que num cenário onde todas as tecnologias de combustão de óleo ou gasolina fossem substituídas por células a combustível de hidrogênio e havendo emissões fugitivas desse gás da ordem de 10 a 20%, as emissões totais para a atmosfera estariam entre 60 e 120 Tg ao ano.
Ainda há muitas suposições que podem não se confirmar e incertezas apontadas no próprio artigo publicado na Science. Provavelmente essa será uma discussão bastante longa e importante para os rumos das pesquisas e aplicações do hidrogênio para fins energéticos.
Bagaço de cana e hidrogênio
Alexandre Sordi O bagaço da cana de açúcar constitui uma forma de biomassa combustível corriqueiramente utilizada pelas usinas de açúcar e álcool como uma fonte de energia. Normalmente o bagaço é queimado diretamente em caldeiras para obtenção de vapor e força motriz ou, também, eletricidade; a eficiência desses ciclos a vapor fica entre 30-35%. Com o objetivo de aumentar essa eficiência e melhorar a utilização desse insumo energético, nos últimos anos têm sido realizadas pesquisas envolvendo a conhecida tecnologia de gaseificação da biomassa e o aproveitamento do produto gasoso em sistemas BIGCC - Biomass Integrated Gasification Combined Cycle. Essa tecnologia pode alcançar eficiências de até 45% com o produto gasoso sendo queimado em turbinas a gás. A gaseificação é um processo de conversão termoquímica realizado a altas temperaturas, envolvendo oxidação parcial dos elementos combustíveis de constituição da biomassa. Os gases produzidos na gaseificação são formados por CO, CO2, H2, CH4, traços de hidrocarbonetos pesados, água, nitrogênio e várias outras substâncias - pequenas partículas de coque, cinza, alcatrão e óleos, que são consideradas contaminantes.
O hidrogênio produzido
dessa forma pode alimentar uma célula a combustível, o CH4 pode
ser reformado internamente e o CO pode ser direcionado para a reação de
deslocamento (para MCFC e SOFC). Um sistema BIGFC - Biomass Integrated
Gasification Fuel Cell foi analisado por Lobachyov & Richter (1998)
- veja a ilustração Essa alternativa tecnológica é extremamente interessante para o Brasil já que o país é o maior produtor de cana de açúcar do mundo e quantidades significativas de bagaço são produzidas durante a safra. Portanto, uma pesquisa sobre o aproveitamento do hidrogênio obtido da gaseificação desse insumo para geração de eletricidade em células a combustível se mostra extremamente interessante e promissora. |
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Laboratório de Hidrogênio da UNICAMP apresenta sistema geração elétrica com reformador de etanol e célula a combustível Foi apresentado no II Salão de Inovação Tecnológica em São Paulo o reformador de etanol para produção de hidrogênio desenvolvido no Laboratório de Hidrogênio da UNICAMP.
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Confira no website do CENEH alguns dos eventos programados para os próximos meses. Se você quiser contribuir com sua sugestão de evento na área de energia e, em especial, hidrogênio e células a combustível, envie uma mensagem para o CENEH com data, nome e local do evento. |
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Prof. Dr. Ennio Peres da Silva Dr. Newton Pimenta Neves Jr. MSc. Cristiano da Silva Pinto
Cristiane Peres
Bergamini As notícias divulgadas neste boletim não refletem necessariamente a opinião do CENEH ou das entidades que o compõe. As informações que apresentam como fonte o CENEH são de inteira responsabilidade da equipe de pesquisa do centro. |
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