Nota
experimental 02
Interferômetro
de Fabry Perot
por:
Antonio Carlos da Costa - Jorge Ivan Cisneros |
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Importante !!! O objetivo desta
nota experimental, é somente facilitar o procedimento
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experimental no laboratório. Para a preparação da
atividade, relatório e seminário não
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deixe de consultar a bibliografia sugerida.
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1 – Procedimento experimental
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a – O Interferômetro
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O interferômetro, seu funcionamento,
assim como as técnicas de alinhamento para observação
dos anéis, estão muito bem descritas na Nota Experimental
2 disponível no laboratóro.
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b – Calibração do parafuso
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Devido à necessidade de pequeno deslocamento
das franjas e consequentemente do espelho, recorre-se à um sistema
de redução mecânica por alavanca. Através da
contagem das franjas no interferômetro, pode-se avaliar a relação
de movimentos entre o parafuso com tambor graduado e o espelho propriamente
dito .
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Observando-se as fotos abaixo ( fig 01 , 02 e 03), denomina-se CICLO o deslocamento total do espelho
até que nova condição idêntica à inicial
seja atingida – Parte-se da situação em os anéis são
muito finos e de espessuras iguais (oposição de fase), passando
por uma situação em que começam a distinguir-se os
dois ls
(anéis de diferentes espessuras alternados ) – até a condição
em que os anéis estão em concordância de fase ( anéis
densos ) continuando o deslocamento passa-se pelas mesmas situações
(na ordem inversa) até atingir a condição inicial
( fig. 01 - anéis finos e de espessuras iguais).

Fig 01 - Anéis em oposição de fase - Condição crítica e ideal para o posicionamento

Fig 02 - Anéis em condição intermediária

Fig 03 - Anéis em concordãncia de fase
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A determinação da calibração
permite avaliar o deslocamento do espelho em relação ao parafuso
micrométrico.
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Empregando-se uma lâmpada de Na,
desloca-se o parafuso até atingir a condição de interferência
construtiva anéis densos (Fig. 03 ).
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Nesta condição, é possível
deslocar-se o parafuso um bom trecho, sem que seja possível distinguir-se
as duas franjas, correspondentes aos dois ls.
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Observando-se no tambor graduado a leitura
inicial, percorre-se no mínimo 10 divisões do tambor móvel do parafuso micrométrico contando-se
as franjas interferométricas. Anota-se a quantidade de franjas observadas neste intervalo (Note que
a contagem deve ser feita na condição da fig. 03).
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Comprimento de onda médio do
Na é de 589,29 nm
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Como
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h = Deslocamento do parafuso ( div.)
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m = Número de franjas deslocadas
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Relação de deslocamentos = Dh / (m
l/2) ( observar as unidades)
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c – Determinação experimental
da separação das linhas do Na
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Agora que avaliamos a relação
de deslocamento parafuso / espelho , podemos através da observação
de "ciclos " periódicos de franjas , coletar os dados para o cálculo
de Dl do
Na.
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Utilizando-se ainda a lâmpada de Na,
posicionamos o espelho através do parafuso micrométrico até
atingir a condição em que as franjas estão divididas
(fig 01 - menor contraste), o que possue melhor definição
através da comparação da espessura dos dois anéis.
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Pode-se assim percorrer vários "ciclos",
observando-se a variação das franjas e o deslocamento "t" do
espelho por ciclo (Não é preciso mais contar as franjas mas sim os
"ciclos").
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Caminhando-se vários ciclos, obtem-se
o deslocamento médio por ciclo.
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De acordo com o modelo matemático sugerido
na pag. 12 da Nota Exp. 2 determine o Dl
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d – Determinação experimental
da separação das linhas do Hg.
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Utilizando ainda a mesma configuração
(parafuso/espelho) , porem com uma fonte de luz de Hg , podemos também
avaliar o Dl
das linhas amarelas centralizadas em 578.015 nm.
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Para isso usaremos a lâmpada de Hg protegida
contra o UV , um filtro passa banda de largura 10 nm centralizado
em 580.0 nm, e uma placa difusora.
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O procedimento é o mesmo do item anterior
, porem a intensidade dos anéis observados é bem menor, por
isso é interessante que estas medidas sejam feitas em ambiente com
pouca luz.
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Caminhando-se vários ciclos, obtem-se
o deslocamento médio por ciclo.
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Comprimento de onda médio do
dublet do Hg é de 578.015nm
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Utilizando-se a mesma dedução
anterior de acordo com o modelo matemático sugerido na pag. 12 da
Nota Exp. 2
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Compare os valores medidos com a tabela
de linhas espectrais e depois de calculado o erro, tente justifica-lo.
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2 – Sugestão das atividades
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a) - Montar o interferômetro em um local
estável evitando dar pequenos choques no instrumento para
não desalinha-lo.
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b) – Com uma pequena cunha presa junto à
fonte de luz, tente melhorar o paralelismo dos dois espelhos, obtendo assim
uma ótima imagem dos anéis interferométricos. ( fig. 04 e 05)

Fig 04 - Espelhos desalinhados

Fig 05 - Espelhos alinhados (Paralelos) condição necessária para a visualização dos anéis
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c) – Fazer a calibração do parafuso
micrométrico do interferômetro – Determinar o deslocamento
do espelho / divisão do parafuso. Colete várias medidas,
mas tome o cuidado de tomar como referência o número de divisões
do parafuso e não o número de anéis interferométricos.
Faça uma reta e tente através de uma regressão determinar
o melhor valor para este deslocamento.
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d) – Com o deslocamento unitário (nm de deslocamento do espelho /divisão do parafuso) encontrado no
ítem anterior, determine o Dl do Na, através da medida do deslocamento do parafuso por ciclo (Não contar os anéis). Faça uma reta e tente através
de uma regressão determinar o melhor valor para este deslocamento.
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Use o modelo matemático sugerido na pag. 12 da Nota Exp. 2.
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e) – Com o deslocamento unitário (nm de deslocamento do espelho /divisão do parafuso) encontrado no
ítem c, determine o Dl do Hg, através da medida do deslocamento do parafuso por ciclo (Não contar os anéis). Faça uma reta e tente através
de uma regressão determinar o melhor valor para este deslocamento.
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Use o modelo matemático sugerido na pag. 12 da Nota Exp. 2.
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f) - Compare os valores medidos
com a tabela de linhas espectrais e depois de calculado o erro, tente
justifica-lo.
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3 - Bibliografia
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- J.I. Cisneros e A.C. da Costa . “ Estudo
numérico e gráfico das características do interferômetro
de Fabry – Perot . Análise Crítica dos resultados obtidos
por diversos formalismos” . - Disponível no lab..
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- M. Born and E. Wolf, “Principles of Optics”,
Pergamon Press, Sixth Edition, N.Y.
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- J.I. Cisneros, “Experimentos com o Interferômetro
de Fabry-Perot”, Nota Experimental 02, IFGW, UNICAMP.
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- I.A. Macleod, “Thin Film Optical Filters”,
Elsevier, N.Y.
-
- J.B. Marion and M.A. Held, “Classical Electromagnetic
Radiation”, Academic Press, Orlando.
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- J.R. Reitz, F.J. Milford e R.W. Christy,
“Fundamentos da Teoria Eletromagnética”, Editora Campus, R.J.
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Obs. O tubo de vidro que cobre a lâmpada,
é um filtro para as linhas intensas de UV - Não remova !
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