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I - Segurança no laboratório
de óptica
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II - Segurança no laboratório
de química
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III - Regras básicas
de operação
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IV - Substâncias cancerígenas
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V - Esforços repetitivos
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I - Segurança no laboratório
de óptica
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1 - Limpeza: Sempre limpar muito
bem os sapatos antes de entrar no laboratório. A poeira danifica
os equipamentos e as superfícies ópticas.
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2 - Não tocar as superfícies
ópticas: A sujeira das lentes, prismas, espelhos, filtros
etc. é de difícil limpeza, afetando muito os resultados.
As marcas de dedos danificam irreversivelmente a superfície dos
espelhos.
-
3 - Acidentes no escuro:
Prevenir todos os possíveis acidentes que possam ser causados pela
ausência de luz.
-
Lixeiras no meio do caminho, Pecas
e acessórios ao alcance dos braços podem ser empurrados
acidentalmente.
-
Cabos de equipamentos e detetores
pelo chão podem ser chutados ou enroscados derrubando os equipamentos
-
4 - Cuidados no manuseio: Parafusos
de deslocamento devem ser operados com o máximo de zelo, pois ao
atingirem o final do curso podem emperrar, danificando as roscas
do parafuso/porca de precisão.
-
Detetores possuem limite de potência
de operação, ultrapassa-los é danifica-los com certeza.
-
5 - Atenção com
as fontes de luz:
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a) Lâmpadas halógenas
produzem MUITO calor, geralmente estão conjugadas com um sistema
de exaustão para retirar o calor do sistema óptico. Sempre
são muito quentes e causam queimaduras nas mãos e braços
-
b) Luz laser: Independente da
classe de potência a que pertençam, todos representam risco
de danos ao olho, assim como suas reflexões.
-
c) Luz Ultravioleta: Nos laboratórios
de óptica lâmpadas de Hg são muito usadas para calibração
de monocromadores e outros sistemas onde é importante se conhecer
com exatidão o comprimento de onda.
-
Acontece que em geral os usuários
desconhecem a emissão muito intensa de UV que ela possui.
-
A radiação UV é
parte do espectro eletromagnético. O princípio que se aplica
a todas as ondas eletromagnéticas, no qual a energia é inversamente
proporcional ao comprimento de onda, por conseguinte, também se
aplica à radiação UV. Isto significa que, à
medida que diminui o comprimento de onda, aumentam a energia potencial
da radiação UV e, em consequência, seu efeito.
-
Definição de radiação
UV.
-
A luz detectada por nossos olhos
é somente uma seção extremamente pequena da larga
faixa de ondas eletromagnéticas. O espectro eletromagnético
compreende :
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Ondas elétricas
-
Ondas de rádio
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Espectro visivel
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Infravermelho
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Ultra violeta
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Raios X, Gama, e Cósmico.
-
A luz que percebemos, inclui comprimento
de onda entre 400 e 700 nm. No final da onda longa, situa-se a faixa
infravermelha (IR) e, no final da onda curta, a faixa de (UV).
-
Os efeitos fisiológicos
variam de acordo com a faixa de onda, Nos sentimos a presença
da radiação IR meramente como calor, O efeito calor é
consideravelmente reduzido na faixa visível, onde o efeito da luz
torna-se mais pronunciado.
-
Para o UV, os efeitos fisiológicos
devido ao aumento da energia são muito mais complexos. O aumento
na ocorrência de reações desencadeadas em organismos
vivos levou a classificação da radiação em
UV em A, B e C.
-
FAIXA UVA ( comprimento de onda
entre 320 - 400 nm)
-
Causa bronzeamento direto da pele
com eritema fraco, ou sub-queimadura. A reação máxima
do eritema é atingida em 72 horas, após exposição
ao sol. Havendo exposição contínua, não somente
se acelera o envelhecimento da pele, mas , também ocorre implicação
carcinogênica.
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FAIXA UVB (comprimento de onda
entre 280 - 320 nm)
-
Causa resposta de eritema e, em
associação bronzeamento indireto da pele. Sob irradiação
intensa freqüente pode produzir carcinomas na pele.
-
FAIXA UVC (comprimento de onda
entre 100 - 280 nm)
-
Esta parte do espectro solar não
alcança a Terra, já que os comprimentos de onda abaixo de
290 nm são absorvidos pela camada de ozônio da atmosfera (ou
pelo menos enquanto ela existir)..
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A radiação UVC é
germicida e mostra-se altamente danosa à pele humana, devido ao
seu alto teor de energia.
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Pesquisas recentes identificaram
o lambda de 297 nm como o mais perigoso à nossa pele e o Hg emite
linhas espectrais em 184,91 nm, 253,65 nm, 265,20 nm,
296,73 nm , 302,15nm, 312,57 nm, 313,17 nm, 334,15 nm, 365,48
nm, 365,02 nm, e 366,33 nm.
-
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II - Segurança no laboratório
de química
-
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1. FOGO E EXPLOSÃO
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Talvez sejam os parâmetros
mais conhecidos aqueles relacionados com o risco de fogo e explosão.
Entretanto existe uma perigosa rotina de não se estruturar as ações
de prevenção e combate segundo otimização para
as condições locais. Para isto todas as atividades sejam
consideradas, especialmente aquelas que ocorram ou sejam demandadas de
maneira intermitente ou esporádica. Estas costumam alterar as condições
previstas de forma invisível ou imprevista para o gerenciamento
baseado nas rotinas.
-
Além disto deve-se fazer
uma correta interpretação de parâmetros de controle
de risco. Por exemplo, quando um líquido que possue um ponto de
fulgor abaixo da temperatura ambiente é usado, em determinadas condições,
libera uma quantidade de vapor suficiente para gerar uma mistura inflamável
com o ar. Esta pode se acumular no local possibilitando uma explosão
pela ignição da mistura vapor/ar por uma fonte de ignição
distante, causando um retorno para a fonte original do vapor. Isto leva
geralmente a um incêndio de abrangência imprevista.
-
Um gás inflamável
ou vapor deve estar presente em uma concentração da ordem
de 1% ou mais por volume para que a mistura com o ar seja inflamável,
sendo relativamente simples checar este dado em locais fechados, como fornos,
etc. Durante o trabalho rotineiro deve-se evitar que a concentração
do vapor ou gás no ar exceda um quarto do limite mínimo inflamável.
Assim, o limite mínimo não será alcançado durante
operações normais. Vazamentos e derramamentos exigem especial
atenção pois alteram de forma significativa as condições
normais. Medidas especiais de procedimento devem ser estabelecidas, particularmente
para líquidos com ponto de fulgor menor que 32 graus celsius.
-
A quantidade de todos os materiais
inflamáveis e de solventes devem ser mantidas dentro de quantidades
mínimas necessárias. Existe uma tendência natural de
desrespeitar-se esta diretriz e se usar ou estocar grandes quantidades
de solventes nos laboratórios. Quando substâncias inflamáveis
não estão em uso o gerenciamento deve prever uma supervisão
para que haja estocagem em local adequado para conter ou minimizar
consequências de acidentes.
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Equipamentos de combate a incêndios
e rotas de escape devem ser claramente definidos e providenciados. Todo
o pessoal que trabalhe nos laboratórios deve ser treinado e familiarizado
com o equipamento de forma que pequenos incêndios possam ser rapidamente
localizados e impedidos de se alastrarem. Quando isto acontecer, entretanto,
todos devem ser avisados para que escapem de forma segura.
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2. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS
REATIVAS
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Cuidados especiais devem ser tomados
no caso de substâncias altamente reativas ou instáveis que
possam levar a explosões. Deve ser usado o mínimo necessário
ou, quando possível, se executar diversas reações
em pequena escala. Quando o risco de explosão é probabilisticamente
significativo precauções devem ser tomadas para se minimizar
as consequências. Alívios de pressão, escudos de proteção
em torno de equipamentos ou sistemas de reação, etc. Quando
o risco de explosão for elevado o controle remoto deve ser considerado.
Substâncias explosivas podem ser produzidas por reações
secundárias ou durante a estocagem de produtos ao longo do tempo.
Estes riscos devem ser previnidos e eliminados sempre que possível.
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Reações exotérmicas
devem ser cuidadosamente controladas e monitoradas especialmente em relação
aos sistemas de resfriamento ou agitação. Execute sempre
rotinas de checagem antes de iniciar a reação. Estas rotinas
devem ser escritas. O trabalho rotineiro pode levar a se negligenciar alguns
aspectos.
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3 - RISCOS DE TOXICIDADE
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As tres principais vias de absorção
do agente tóxico pelo organismo são a ingestão, inalação
e absorção percutânea. Quando existir danos a integridade
da pele e mucosas as barreiras naturais de controle de absorção
do organismo se tornam ineficazes e situações especiais de
risco podem advir. Uma primeira consideração deve ser a possibilidade
de se usar uma substância menos perigosa ou minimizar a condição
de risco. Sempre que possível isto deve ser feito.
-
Os riscos de ingestão por
contaminação das mãos e alimentos são praticamente
eliminados com a devida atenção a higiene pessoal e no trabalho.
Locais de lavagem de mãos e rosto devem ter a devida atenção
na construção de laboratórios. Devem ser em número
suficiente, de uso exclusivo para a higiene pessoal e adequados a mesma.
Esta precaução é igualmente aplicável para
outros riscos a saúde e a promoção da higiene pessoal
nunca deve ser negligenciada. Especialmente a pipetagem com a boca deve
ser eliminada dada a existência atualmente de equipamentos eficientes
e de custo razoável para este fim.
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O contato de substâncias
corrosivas com a pele é previsto e no caso de substâncias
que atravessem a pele um maior grau de risco deve ser associado. O uso
de luvas é recomendado toda vez que haja o risco de contato com
a pele, entretanto especial atenção deve ser dada a isto.
É comum haver negligência na adequação do material
da luva com a substância em questão e mais ainda quando houver
misturas e/ou subprodutos reacionais. A checagem de condições
de uso de luvas não é simples e é muito comum não
se possuir luvas de reserva.
-
Sempre que possível o contato
deve ser evitado com mudanças de rotinas de procedimentos ou uso
de equipamentos auxiliares para manipulação das substâncias.
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As medidas a serem tomadas no
caso de contato acidental da pele com substâncias tóxicas
devem ser conhecidas e checadas antes da realização das operações.
Algumas substâncias podem ser absorvidas de forma lenta e praticamente
imperceptível pelas mucosas e pele, especialmente quando o contato
é é repetido e prolongado. Aém disto o uso de luvas
tem um valor duvidoso, a menos que rigorosas medidas de prevenção
sejam tomadas. Deve esr lembrado que as luvas devem ser limpas ou lavadas
imediatamente após acidentes com respingos ou ao final do uso. Embora
a monitorização ocupacional periódica do pessoal de
laboratório seja na maioria dos casos complexa e de difícil
realização, alguns indícios de exposição
ou efeitos devem ser avaliados constantemente, exemplificadamente, pruridos,
irritações, tonturas, etc.
-
O contato com olhos deve ser considerado
de risco elevado dada a importância da visão para o ser humano.
A proteção ocular deve ser usada rotineiramente a não
ser quando se use substâncias cujo contato não deva causar
danos ou sequelas permanentes e mesmos os danos temporários sejam
de menor gravidade, mesmo sem pronto atendimento. É importante ser
levado em consideração que é comum que pessoas diferentes
daquelas que realizam as operações laboratoriais se acidentem
com respingos ou projeções. Procedimentos de prevenção
destes fatos devem ser rigorosamente definidas e seguidas.
-
A inalação de vapores,
gases, poeiras e aerossóis é um risco insidioso e disperso
nos ambientes laboratoriais. Este fato é comunmente negligenciado
até mesmo pela cultura organizacional existente muitas vezes de
que os laboratórios são locais que naturalmente cheiram a
produtos químicos. É preciso se evoluir para uma cultaura
em que a percebção de cheiros seja indício de exposições
que portanto devem ser prevenidas ou minimizadas. Normalmente as pessoas
são inclinadas a julgar o perigo pelos efeitos agudos, enquanto
são os efeitos crônicos mais sérios e que podem levar
a danos permanentes ou irreverssíveis. Infelizmente estes danos
não podem, na maioria dos casos, ser diretamente atribuídos
a exposição a produtos tóxicos, inclusive porque por
vezes a pessoa exposta muda de emprego ou função ou os efeitos
são idiossincráticos. Desta forma existe poucas evidências
estatísticas sobre os estes efeitos crônicos menos evidentes
e em consequência os perigos, apesar de sérios e reais tendem
a ser desprezados. Um interessante exemplo foi de um técnico
de laboratório que durante um treinamento-em-serviço fez
uma reclamação sobre a inalação de uma substância
em suas rotinas de trabalho. Avaliados seus procedimentos verificou-se
que o mesmo técnico frequentemente negligenciava a prevenção
do contato com a pele e a substância em questão era absorvida
de forma mais significativa por via dérmica.
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É tarefa de todos os responsáveis
pelos locais de trabalho (laboratórios, salas de apoio, etc) verificar
que substâncias com efeitos irreverssíveis sejam utilizar
apenas quando absolutamente necessário. Neste caso instruções
adequadas devem estar disponíveis, a supervisão deve ser
requerida e todo o processo deve ser realizado de forma a garantir que
o material ou substância não contamine o ar respirado no ambiente
de trabalho. Em relação a este aspecto deve ser lembrado
que não basta o uso de capelas, mas estas devem ser adequadas ao
uso da substância em questão. É comum se encontrar
químicos que desconhecem os vários padrões de exaustão
e suas destinações. Quando são manipuladas substâncias
com efeitos crônicos ou de longo-prazo deve-se considerar a possibilidade
de monitoração ambiental. Esta deve ser planejada sempre
considerando-se as extas rotinas de trabalho e não somente segundo
padrões externos. Em todo caso a monitoração de procedimentos
e percebção dos operadores deve ser realizada.
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A avaliação de riscos
é sempre complexa mas existem abordagens restritas que servem de
indicativo e prevenção.
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Enquanto a toxicidade de uma substância
em particular é muitas vezes difícil de se avaliar, deve
ser sempre lembrado que dois líquidos ou substâncias de baixo
risco quando em contato podem liberar produtos gasosos e perigosos. Um
exemplo é o caso de substâncias estocadas sob pH ou condições
controladas. Quando há variação de pH ou alterações
do meio podem ser liberados gases ou produzidos produtos perigosos. Estes
fenômenos também podem ocorrer em "traps" usados em linhas
de vácuo ou em canalizações de pias ou quando se utiliza
recipientes que não tenha sido corretamente lavados após
uma operação anterior. Em particular quando há manipulação
por pessoal não capacitado ou treinado para reconhecer e avaliar
estes riscos, como por exemplo, lavadores de materiais de laboratório.
Atualmente se considera que treinamentos-em-serviço e auditorias
internas devem ser realizados periodicamente para minimizar negligências
ou acidentes por falta de informações.
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No caso de substâncias carcinogênicas
tem-se um dos mais difíceis aspectos da segurança ocupacional.
Muitas substâncias se testadas repetidamente em animais produzirão
reações carcinogênicas na totalidade das vezes, mas
podem não ter efeitos carcinogênicos quando usadas em operações
rotineiras. Por outro lado existem substâncias com a 2-naftilamina
que quase certamente produzem efeitos carcinogênicos quando ingeridas.
Quando uma substância ou material constar como carcinogênico
na lista emitida pela IARC ou pelo Programa Norte-Americano de Carcinogênicos
deve a partir daí procurar dados sobre o potencial carcinogênico
ou se assumir precauções contra a exposição
à substância.
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III - Regras básicas
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No texto abaixo elaborado pelo
pessoal do Instituto de Química da Unicamp estão relacionados
ítens elementares para segurança no laboratório
químico. Incorpore-os em seu procedimento habitual ao enfrentar
um dia de trabalho.
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a) COMO FAZER
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1. Use sempre óculos de
segurança e avental, de preferência de algodão, longo
e de mangas longas.
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2. Não use saias, bermudas
ou calçados abertos. Pessoas que tenham cabelos longos devem mante-los
presos enquanto estiverem no laboratório.
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3. Não trabalhe sozinho,
principalmente fora do horário de expediente.
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4. Não fume, coma ou beba
nos laboratórios. Lave bem as mãos ao deixar o recinto.
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5. Ao ser designado para trabalhar
em um determinado laboratório, é imprescindível o
conhecimento da localização dos acessórios de segurança.
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6. Antes de usar reagentes que
não conheça, consulte a bibliografia adequada e informe-se
sobre como manuseá-los e descartá-los.
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7. Não retorne reagentes
aos frascos originais, mesmo que não tenham sido usados. Evite circular
com eles pelo laboratório.
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8. Não use nenhum equipamento
em que não tenha sido treinado ou autorizado a utilizar.
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9. Certifique-se da tensão
de trabalho da aparelhagem antes de conectá-la à rede elétrica.
Quando não estiverem em uso, os aparelhos devem permanecer desconectados.
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10. Use sempre luvas de isolamento
térmico ao manipular material quente.
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11. Nunca pipete líquidos
com a boca. Neste caso, use bulbos de borracha ou trompas de vácuo.
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Laboratório não
é lugar para brincadeiras!
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Concentre-se no que estiver fazendo.
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b) ARMAZENAGEM
-
1. Evite armazenar reagentes em
lugares altos e de difícil acesso
-
2. Não estoque líquidos
voláteis em locais que recebem luz.
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3. Éteres, parafinas e
oleifinas formam peróxidos quando expostos ao ar. Não os
estoque por tempo demasiado e manipule-os com cuidado.
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4. Ao utilizar cilindros de gases,
transporte-os em carrinhos apropriados. Durante o seu uso ou estocagem
mantenha-os presos à bancada ou parede. Cilindros com as válvulas
emperradas ou defeituosas devem ser devolvidos ao fornecedor.
-
5. Consulte a bibliografia indicada
para obter informações sobre a estocagem de produtos químicos,
assegurando que reagentes incompatíveis sejam estocados separadamente.
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c) MATERIAIS DE VIDRO E CONEXÕES
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1. Ao usar material de vidro,
verifique sua condição. Lembre-se que o vidro quente pode
ter a mesma aparência que a do vidro frio. Qualquer material de vidro
trincado deve ser rejeitado.
-
2. Vidros quebrados devem ser
descartados em recipiente apropriado.
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3. Use sempre um pedaço
de pano protegendo a mão quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o
em orifícios. Antes de inserir tubos de vidro (termômetros,
etc.) em tubos de borracha ou rolhas, lubrifique-os.
-
4. Nunca use mangueiras de látex
velhas. Faça as conexões necessárias utilizando mangueiras
novas e braçadeiras.
-
5. Tenha cuidado especial ao trabalhar
com sistemas sob vácuo ou pressão. Dessecadores sob vácuo
devem ser protegidos com fita adesiva e colocados em grades de proteção
próprias.
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6. Antes de iniciar o experimento
verifique se todas as conexões e ligações estão
seguras.
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d) A REALIZAÇÃO
DE EXPERIMENTOS
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1. Nunca adicione água
sobre ácidos e sim ácidos sobre água.
-
2. Ao testar o odor de produtos
químicos, nunca coloque o produto ou o frasco diretamente sob o
nariz.
-
3. Quando estiver manipulando
frascos ou tubos de ensaio, nunca dirija a sua abertura na sua direção
ou na de outras pessoas.
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4. Fique atento às operações
onde for necessário realizar aquecimento.
-
5. Cuidado para não se
queimar ao utilizar nitrogênio ou CO2 líquidos
-
6. A destilação
de solventes, a manipulação de ácidos e compostos
tóxicos e as reações que exalem gases tóxicos
são operações que devem ser realizadas em capelas,
com boa exaustão.
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7. As válvulas dos cilindros
devem ser abertas lentamente com as mãos ou usando chaves apropriadas.
Nunca force as válvulas, com martelos ou outras ferramentas, nem
as deixe sobre pressão quando o cilindro não estiver sendo
usado.
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8. Sempre que possível,
antes de realizar reações onde não conheça
totalmente os resultados, faça uma em pequena escala, na capela.
-
9. Ao trabalhar com reações
perigosas (perigo de explosão, geração de material
tóxico, etc) ou cuja periculosidade você desconheça,
proceda da seguinte forma:
-
a. avise seus colegas de laboratório;
-
b. trabalhe em capela com boa
exaustão, retirando todo tipo de material inflamável. Trabalhe
com a área limpa.
-
c. use protetor acrílico;
-
d. tenha um extintor por perto,
com o pino destravado.
-
10. Ao se ausentar de sua bancada
ou deixar reações em andamento à noite ou durante
o fim de semana, preencha a ficha de identificação adequada.
Caso esta não esteja disponível, improvise uma e coloque-a
em local visível e próximo ao experimento. Nela devem constar
informações sobre a reação em andamento, nome
do responsável e de seu superior imediato, com endereço e
telefone para contato, além de informações de como
proceder em caso de acidente ou de falta de água e/ou eletricidade.
-
11. O último usuário,
ao sair do laboratório, deve desligar tudo e desconectar os aparelhos
da rede elétrica.
-
e) OS RESÍDUOS
-
1. Os resíduos de solventes
de reações e de evaporadores rotativos devem ser colocados
em frascos apropriados para descarte, devidamente rotulados. Evite misturar
os solventes. Sugere-se a seguinte separação: Solventes clorados,
Hidrocarbonetos, Álcoois e Cetonas, Éteres e Ésteres,
Acetatos e Aldeídos. Sempre que possível indique também
os componentes percentuais aproximados, pois este tipo de resíduo
costuma ser incinerado por empresas especializadas que exigem uma descrição
minuciosa do material que recebem. Verifique se é viável
recuperar estes resíduos no seu laboratório.
-
2. Os resíduos aquosos
ácidos ou básicos devem ser neutralizados na pia antes do
descarte, e só então descartados. Para o descarte de metais
pesados, metais alcalinos e de outros resíduos, consulte antecipadamente
a bibliografia adequada.
-
3. O uso de solução
sulfocrômica para limpeza vem sendo proibido na maioria dos laboratórios.
Caso precise utilizá-la, nunca faça o descarte diretamente
na pia.
-
f) ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA
-
Quando estiver trabalhando em
um laboratório, você deve:
-
1. Localizar os extintores de
incêndio e verificar a que tipo pertencem e que tipo de fogo podem
apagar.
-
2. Localizar as saídas
de emergência.
-
3. Localizar a caixa de primeiros
socorros e verificar os tipos de medicamentos existentes e sua utilização.
-
4. Localizar a caixa de máscaras
contra gases. Se precisar usá-las, lembre-se de verificar a existência
e qualidade dos filtros adequados à sua utilização.
-
5. Localizar a chave geral de
eletricidade do laboratório e aprender a desligá-la.
-
6. Localizar o cobertor anti-fogo.
-
7. Localizar a caixa de areia.
-
8. Localizar o lava-olhos mais
próximo e verificar se está funcionando adequadamente.
-
9. Localizar o chuveiro e verificar
se este está funcionando adequadamente.
-
10.Informar-se quanto aos telefones
a serem utilizados em caso de emergência (hospitais, ambulância,
bombeiros, etc.).
-
IMPORTANTE: Além de localizar
estes equipamentos, você deve saber utiliza-los adequadamente. Assim,
para referência rápida, consulte a pessoa responsável
pela segurança do laboratório ou os manuais especializados
no assunto.
-
Texto preparado por:
-
Aline Renée Coscione (Universidade
Estadual de Campinas, Instituto de Química)
-
Alex Magalhães de Almeida
(Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
-
João Carlos de Andrade
(Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
-
Rogério Custodio. (Universidade
Estadual de Campinas, Instituto de Química)
-
a partir da literatura.
-
.
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IV - Substâncias cancerígenas
-
Classe A1: Substâncias que
podem ter ação cancerígena sobre humanos.
-
. 4-Aminodifenilo.
-
. Arsénio: trióxido,
pentóxido, ácidos arseniados. Ácido arsénico
e seus sais.
-
. Benzidina e seus sais.
-
. Benzeno (efeitos crónicos
por manipulação de pequenas dose ao longo do tempo, Leucemias)
-
. Éter diclorodimetilico
(simétrico).
-
. Éter monoclorodimetilico,
grau técnico.
-
. 2-Naftilamina.
-
. Niquel: óxido de níquel,
carbonato.
-
. Cloreto de vinilo.
-
Classe A2: Substâncias que
até ao momento se mostraram claramente carcinogénicas em
experiências animais e das quais se podem tirar paralelos para a
exposição humana.
-
. Acrilonitrilo.
-
. Etilenimina.
-
. Berílio e seus compostos.
-
. Cromato de cálcio.
-
. Diazometano.
-
. 1,2-Dibromoetano.
-
. 3,3'-Diclorobenzidina.
-
. 1,1'-dimetilhidrazina.
-
. N,N-Dimetilnitrosamina.
-
. Sulfato de dimetilo
-
. Triamida hexametilfosfórica
(HMPT).
-
. Hidrazina.
-
. 4,4'-Metileno-bis(2-cloroanilina).
-
. Niquel carbonilo.
-
. 1,3-Propiolactoa.
-
. Propilenimina.
-
. Cromato de estrôncio.
-
Classe B: Substãncias em
que se suspeita um potencial carcinogénico significativo
-
. Acetamida.
-
. Cromatos alcalinos
-
. Cromato de chumbo
-
. Clorofórmio.
-
. Ácido Crómico
-
. 4,4'-Diaminofenilmetano.
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. Fenil-2-naftilamina
-
. Tricloroetileno.
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. Cromato de zinco
-
.
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V - Esforços repetitivos
-
A febre dos computadores,
está deixando muita gente com dor de cabeça. Literalmente
as dores não são somente na cabeça, mas no pescoço,
nos braços, nas mãos, nos punhos etc. Com a eterna pressa
de resolver cada vez mais coisas em menos tempo, os alunos que digitam
toneladas de relatórios começam a sentir os efeitos
dos movimentos contínuos, o excesso de horas trabalhadas em uma
postura errada, em móveis e equipamentos inadequados.
-
O esforço repetitivo aliado com a má postura pode evoluir
e tornar-se uma doença conhecida como: LER, Lesão por Esforço
Repetitivo, que ainda não é levada a sério pela grande
maioria das pessoas. Se você digita e usa o mouse durante quatro
horas consecutivas por dia - isso inclui a verificação de
e-mail, navegar na internet e jogos - considere-se como parte desse grupo
de risco.
-
Existem vários tipos de LER, mas os casos mais comuns afetam
os membros superiores como mãos, punhos, dedos, pescoço e
cotovelos. A inflamação mais conhecida é a tendinite
, que ocorre nos tendões, o músculo quando se contrai faz
com que o tendão se estique propiciando que o movimento desejado
seja feito. A inflamação causa dor e fraqueza no membro afetado
e, em alguns casos, sensação de queimação.
O tratamento indicado é
o uso deantinflamatórios e repouso
da parte envolvida, mas não se esqueça a auto medicação
é perigosa! Consulte um médico primeiro!
-
Muito trabalho em pouco tempo. Esse uso exagerado do computador foi o grande
responsável pela popularização da tendinite ao passo
que antigamente nas máquinas de escrever o usuário fazia
mais movimentos e a digitação não passava de uma folha.
Atualmente com os novos processadores de texto dos computadores, o usuário
pode ficar horas e horas digitando sem trocar uma única folha! Justamente
isso que ajudava, os movimentos de troca de folha, acerto da mesma e a
troca de linha, esse conjunto de movimentos funcionam como exercícios
e é o que se deve fazer quando se está digitando em um micro
computador. Por Alessandro Chies
-
. Para saber mais:
-
http://www.digitador.com.br
-
http://www.ergonprojetos.com.br
-
http://www.tifaq.com
-
http://www.ime.usp.br/~yamada/LER.html
-
