Relatório
# 4
Experimentos
7 e 8
Introdução
a Amplificadores Operacionais
Objetivos
-
Apresentação do amplificador operacional
- AmpOp
-
Utilizar o AmpOp em várias montagens tradicionais
Material necessário
-
Amplificador operacional 741 (datasheet)
-
resistências de 4.7 kW,
1.0 kW e 100 W
(1W)
100kW.;
-
3 capacitores de 100 nF, capacitor 1 mF
-
gerador de sinais.
-
diodo tipo 1N74001
-
multímetro digital
-
potenciômetro de 10 kW
e
resistência de 47 kW
Introdução
ao Amplificador Operacional
Esquema
simplificado de um AmpOp
O amplificador
operacional é um integrado, no interior do qual existem uma quantidade
bastante grande (mais de 30) componentes, envolvendo transitores, diodos,
etc. Uma visão simplificada do que existe no interior do operacional,
segundo uma divulgação
da Texas Instrument , é apresentada a seguir

Observe que existem três estágios na montagem
: um estágio de entrada, um segundo estágio e um e um estágio
de saída:
-
Input Stage - O estágio de entrada
compara as tensões aplicadas, as amplifica e gera um sinal de corrente
proporcional à diferença entre as mesmas (IOUT1).
Este sinal pode "solicitar" ou "fornecer" corrente elétrica para
o próximo estágio.
-
Second Stage - Neste estágio, o
sinal é amplificado mais uma vez, e existem correções
de desvios de frequência que possam vir a ocorrer no processo de
comparação e ganho.
-
Output Stage - Este estágio é
im amplificador com dois transístores, os quais atuam como
fonte de corrente (sourcing) ou como "sumidouro", "ralo" de corrente
(sinking). A corrente na saída pode entrar ou sair
do AmpOp.
-VEE e VCC É
importante observar que existem duas tensões de alimentação
(-VEE e +VCC ), as quais devem ser simétricas
e (em geral) operam com +/- 15 V. Os índices C
e E referem-se (historicamente) a tensão no emissor
e no coletor. Como existe uma solicitação grande e variável
de potência por parte do conjunto de transístores que
existem no interior do AmpOp, é importante que a tensão seja
estabilizada através do acoplamento de capacitores (entre a alimentação
e o terra) nas entradas de alimentação.
AmpOp
na prática
Durante
o decorrer da disciplina, iremos considerar o AmpOp como um integrado muito
simples, sem nos preocupar-nos (em demasia) com os componentes internos
do amplificador operacional.
Todos
AmpOp são representados por um triângulo, com duas entradas
e uma saída. A alimentação não é
desenhada (em geral) nos esquemas. Uma das entradas é inversora
(-) e outra não-inversora (+). O sinal
na saída (vértice do triângulo), Vout,
é igual à um ganho A multiplicado pela diferença
entre as tensões nas entradas inversora e não inversora,
Vout=
A (V+-V-). Idealmente, o ganho A seria
infinito, na prática é da ordem de 105. A apresentação
de um AmpOp em geral é um encapsulamento com oito entradas, seguindo
os esquemas apresentados a seguir:
Observe
com atenção todos os esquemas. Eles apresentam uma característica
em comum, que é a um ponto marcado próximo da região
"superior" do integrado. A região "superior" é
marcada por um corte. Este corte e o ponto indicam o pino #1.
Todos os pinos são numerados no sentido anti-horário do integrado.
O integrado
deve ser colocado no protoboard de forma a possibilitar conexões
independentes a todos os pinos da montagem.
Uma descrição
mais detalhada da função de cada pino do integrado pode ser
vista no livro do Horowitz, mas um resumo é apresentado a seguir:
-
Off-set - o pino 1 e o pino 5 costumam ser conectados
a um resitor variável, juntamente com a entrada negativa da alimentação,
buscando equilibrar as tensões da entrada.
-
Esta é a entrada inversora, uma das mais importantes
do AmpOp.
-
Entrada não inversora; conectada ao terra em
várias montagens.
-
Alimentação negativa (-15 V, em nosso
caso, com um capacitor de 100 nF acoplado, para minimizar oscilações
nos sinais).
-
Outro pino do off-set.
-
Tensão de saída.
-
Alimentação positiva (+15 V, também
com capacitor).
-
não conectado.
Conecte com
extremo cuidado as ligações de terra (GND),
alimentação positiva (VCC) e negativa (VEE)
no protoboard, utilizando as linhas verticais de alimentação
e código de cores para os fios (vermelho
(+15 V), preto (-15 V) e verde(terra)).
Coloque o AmpOp com bastante área em torno do mesmo, e ligue um
capacitor de 100 nF entre cada alimentação e o terra.
Prepare esta estrutura com um bom "design de protoborad", pois ela
será utilizada em várias aulas conscecutivas.
Consulte a bibliografia
sugerida!!
| Livro |
Cap. |
|
| Horowitz |
4
|
até 4.06 (OpAmp),
4.09, 4.12, 4.19 e 4.20 |
| Millman |
15,16
|
15.1, 15.9, 16.1 a
16.4 |
| Bophry |
|
|
| Malvino |
|
|
Regras de ouro
na operação de um Amplificador Operacional
Estas
"regras de ouro" permitem a operação correta do AmpOp ideal.
Podem ser aplicadas, com resultados muito bons, em uma infinidade de projetos
reais, inclusive em várias montagens experimentais avançadas.
-
As entradas de um
AmpOp não "puxam" corrente (impedância
de entrada infinita)
-
O valor de tensão
na saída (fornecido pelo AmpOp),
será o necessário para que as a diferença de
voltagem entre as entradas seja igual a zero.
A validade destas
regras é completa, desde que sejam considerados alguns detalhes
-
O ganho do
AmpOp é (considerado como)infinito.
-
A tensão na
saída do AmpOp deve ser menor que a tensão de saturação
- Os transistores
internos ao AmpOp devem estar polarizados.
- A tensão
de saturação é em torno de um a dois volts abaixo
da tensão de alimentação.
- A tensão
de saída não pode ser maior que a tensão de alimentação
do circuito.
-
Deve existir realimentação
negativa no circuito (é a realimentação
que diminui o ganho).
-
A realimentação
do AmpOp deve apresentar um "caminho DC" (contato
para passagem de um sinal de corrente contínua)
Amplificador
Operacional como Amplificador Inversor
Esta é a montagens básica mais utilizada com amplificadores
operacionais no cotidiano de laboratórios, no interior de equipamentos
que amplificam sinais, etc. .
R1=1.0 kW
e R2= 4.7 (ou 100) kW.
-
Demonstre, utilizando as regras
de ouro, que o ganho desta montagem experimental será dada
por
-
Dica para a demonstração da expressão acima:
-
A tensão na saída (Vout)
será a necessária para que as entradas inversora (-) e não
inversora (+) apresentem o mesmo potencial.
-
Como a entrada não inversora (+) está
aterrada, a entrada inversora será um terra virtual.
-
Nenhuma das entradas (em teoria) permite a
passagem de corrente elétrica do exterior para o amplificador operacional
(impedância de entrada infinita).
-
Se a entrada inversora é um terra
virtual, temos que, simplesmente, resolver o circuito abaixo,
onde o terra virtual é representado:
Todas (repito, todas) as montagens que sejam realizadas utilizando
AmpOp podem ser solucionadas/compreendidas utilizando um desenvolvimento
de raciocínio análogo ao apresentado nesta seção,
portanto, analise com muito cuidado a lógica envolvida neste processo.
Análise
do ganho em função da frequência
Como o AmpOp não é ideal, sendo formado por um conjunto de
componentes discretos em seu interior, o mesmo pode apresentar algumas
características limites em sua operação. Uma
destes limites é a faixa de frequência em que o AmpOp pode
operar corretamente.
Visando observar o ganho em função da frequência, vamos
avaliar a resposta para o sistema acima, utilizando ondas senoidais com
duas condições de ganho, uma baixa (~5x) e outra mais elevada
(~100x).
-
Para a primeira medida (R1=1.0 kW
e R2=4.7 kW),
utilize uma onda senoidal com amplitude em torno de 1 VPP.
-
Meça o ganho e a diferença de fase entre
o sinal do gerador e o sinal amplificado.
-
Utilize frequências entre 100 Hz e 2 MHz, com
ondas senoidais.
-
Calcule o espaçamento (em frequência) para
obter quatro pontos por década.
-
Refaça a medida para o ganho, sem medir a diferença de fase,
utilizando uma onda senoidal com amplitude bem menor, e uma resistência
R2=100 kW.
-
Compare estes resultados com as características
do 741. Utilize gráficos (log-log)do ganho (log-log) e da fase
(log-linear) em função da frequência.
Amplificador
Operacional como Amplificador Não Inversor
R1=1.0 kW
e R2= 4.7 kW.
-
Esta montagem apresenta duas diferenças importantes
em relação à anterior:
-
O sinal externo é conectado diretamente ao AmpOp
-
O ganho não é mais invertido.
-
Relembre a análise para o ganho de um AmpOp inversor.
-
Aplique
agora as regras de ouro para este caso, e mostre que o ganho deverá
ser dado pela expressão abaixo
-
Meça
o ganho e a diferença de fase para a mesma faixa de frequência
sugerida na montagem anterior, para uma onda senoidal com 1 VPP.
Amplificador operacional
como seguidor de emissor: impedâncias
O limite
inferior da montagem do amplificador não inversor seria dado por
um valor de R1 próximo de infinito e por um valor de
R2 próximo de zero, o que implicaria em um ganho igual
a um. Esta montagem é muito importante para isolar o
sinal de entrada de sua posterior utilização (entrada do
sinal no AmpOp com alta impedância e saída do AmpOp com baixa
impedância). Esta montagem é conhecida como seguidor
de emissor, em parte por motivos históricos, onde o sinal do emissor
em um transistor "seguia" o sinal da base.
Para compreender
o conceito de impedância de saída, serão medidas as
impedâncias de saída do gerador de funções e
do amplificador operacional, para a mesma carga. Esta carga será
formada por um resistor R = 100 W
e um capacitor C = 1 mF
associados em série.
-
Impedância
de saída da fonte
-
Com a chave S1 aberta:
-
Ajuste o gerador para uma onda senoidal com 2 VPP
e uma frequência de 10 Hz,
-
Conecte a carga ao gerador, fechando a chave S1
e
meça a nova amplitude.
-
Abra a chave S1, aumente a frequência,
ajuste novamente a amplitude de entrada e volte a medir a amplitude sobre
a carga.
-
Repita a medida para para valores de frequência
entre 10 Hz e 100 kHz.
-
Escolha ointervalo de frequência para obter 5
pontos por década na escala log de frequencia, igualmente espaçados.
-
Estime
a impedância de saída do gerador (ou impedância interna).
Proponha um
modelo para o cálculo da impedância interna e ajuste seus
dados.
-
Seguidor
de emissor - Impedância de saída do AmpOp
Nesta montagem um AmpOp será montado como um seguidor de emissor,
i.e, um dispositivo que altera (em geral, aumenta) a impedância do
sinal.
-
Ligue a entrada inversora (pino 2) à saída
(pino 6) com um fio.
-
Utilize a mesma carga anterior na saída do AmpOp.
-
Com a chave S1 aberta, ajuste a amplitude
do sinal senoidal na saída do gerador, para uma onda senoidal com
2 VPP e uma frequência de 10 Hz.
-
Feche a chave e repita as medidas da montagem anterior.
-
Estime
a impedância de saída do 741, se for possível.
Indique pelo menos a ordem de grandeza dos valores esperada.
-
Apresente ambos os resultados em um gráfico
log-linear (VPP
vs. frequência).
-
Equacione o resultado esperado para estas
amplitudes, utilizando o conceito de lei de Ohm generalizada para as impedâncias
envolvidas.
-
Utilizando os valores extremos (altas e baixas
frequencias), estime os valores das impedâncias de saída do
gerador de funções e do amplificador operacional.
-
Não
se esqueça de estimar os desvios.
-
Realize um ajuste de seus pontos experimentais
ao modelo proposto, visando obter valores mais exatos para estas impedâncias.
-
Programe um ajuste de curvas, a fim de obter
os valores exatos para
Amplificador Operacional
como Integrador
|
R1 = 1 kW
C = 100 nF
R2 = 470 kW
ou
R2 = 1 MW
|
Esta montagem pode ser utilizada na geração de rampas ou
na integração de sinais experimentais. Existem alguns problemas
relacionados às correntes de fuga dos dispositivos utilizados ou
mesmo da impedância de entrada do operacional. Como qualquer variação
na tensão de off-set do gerador será integrada juntamente
ao sinal AC sobreposto, pode ocorrer do sinal ficar polarizado muito próximo
de VCC ou de VEE. O esquema pontilhado é uma
solução para este problema.
-
Utilizando
um sinal de entrada com amplitude de 1 VPP, fixe a frequência
em 10 kHz.
-
Varie as formas de onda (senoidal, triangular e quadrada).
-
No caso das ondas quadradas, ajuste o pulso de forma
a obter distintas razões ente os períodos de ondas positivas
e negativas.
-
Meça as intergrações resultantes
(no modo AC) e compare se o modelo para a integração está
sendo seguido.
Lembre-se
de analisar a fase e a amplitude!
-
Aumente
a amplitude, até seu sinal apresentar distorção na
integração.
-
Adicione a resistência R2 e volta a
observar o resultado.
-
Realize
algumas varreduras de frequência (alguns pontos em 1 kHz e 100 kHz)
-
Imprima telas das imagens relativas as formas de onda
( triangular e quadrada) integradas.
-
Compare os valores obtidos com o modelo proposto para
integração.
Amplificador Operacional
como Diferenciador
 |
R= 1 kW
C = 100 nF |
-
Utilize os mesmos sinais da montagem anterior, com variações
na forma de onda e na frequência, analisando a tensão e a
fase na saída.
-
Apresente resultados para as derivações
de ondas de entrada quadradas e triangulares.
-
Esta montagem não apresenta os problemas de instabilidade
da montagem anterior. Por que?
-
Explique qual a direfença principal na realimentação
entre as duas montagens.
16/03/2000 M.U.K